Brasil refém do FMI:

 Brasil: Querido FMI. Estou quebrado. Foram décadas de governos ditos populares e keynesianos. Governos que gastavam os tubos de dinheiro que não possuíam e para fazer isso mandavam imprimir mais dinheiro ou pegavam empréstimos no exterior. De tanto imprimir dinheiro nossa inflação foi nas alturas. Até tentamos enganar as pessoas, sabe como é... Tínhamos o Cruzeiro, cortamos três zeros e criamos o Cruzado, cortamos mais três zeros e criamos o Cruzado Novo, cortamos mais três zeros e voltamos ao Cruzeiro e como gostamos de repetir velhos erros, cortamos mais três zeros e criamos o Novo Cruzeiro. Assim mantemos a ilusão do nosso governo esquerdista. De que nossa Constituição novinha em folha é uma maravilha social.

 FMI: e....

 Brasil: Tentamos de tudo. Plano Bresser, Plano Cruzado, e como somos da tropicália, não faltaria o Plano Verão.

 FMI: e...

 Brasil: Então, como você é o banco que oferece as mais baixas taxas de juros do mundo, decidimos vir pedir um trocado para você.

 FMI: OK, sem problemas, mas... qual a garantia que eu tenho que vocês vão me pagar de volta?

 Brasil: Garantias?? Como assim garantias?? Nunca haviam nos pedido garantias antes?

 FMI: Ora bolas, nós não somos bancos comerciais que querem que vocês se afundem em dívidas. Nosso dinheiro vem de contribuição de vários países. O que você acha que o povo da França, da Inglaterra ou dos EUA dissessem que o dinheiro de seus impostos está sendo fornecidos a países sem a menor credibilidade ou compromisso em pagar o empréstimo? São exatamente essas garantias que fazem com que nossas taxas de juros sejam bem mais baixas que os bancos comerciais.

 Brasil: E que garantias seriam essas?

 FMI: Simples: vocês só poderão gastar o que arrecadam, deverão ter leis que garantem responsabilidades fiscais, serem superavitários. Só assim terão condições de pagar o que estão pedindo.

 Brasil: Que absurdo! É uma interferência direta em nosso país...

 FMI: ...ninguém está lhe forçando a pegar nosso dinheiro...

 Brasil: ...e nossa soberania? Onde fica? Nunca antesneztepaís tivemos que nos preocupar com isso! Gasto Corrente é vida (copyright Dilma Rousseff)!!!!!

 FMI:... ninguém está lhe forçando a pegar nosso dinheiro...

 Brasil:... é um absurdo! Com sustentaremos nossas empresas deficientes? Como pagaremos pelas mordomias do setor público? Como ficarão nossos empresários que dependem de nós?

 FMI:... ninguém está lhe forçando a pegar nosso dinheiro...

 **** Nisso entra um estagiário e cochicha no ouvido do Brasil ****

 Estagiário: Senhor, não se preocupe, podemos sempre aumentar os impostos. O povo brasileiro aceitará em pagar por isso, basta que escondamos os impostos em uma legislação cada vez mais confusa, que criemos impostos com rótulos bonzinhos tipo "imposto para a saúde", "imposto para educação". Como alguém poderá ser contra isso?

 Brasil: Estás louco? Se criarmos impostos a destinação para esse recurso deverá ser obrigatória...

 Estagiário: ... senhor, basta que não usemos a palavra imposto. Pode ser, por exemplo, contribuição.

 Brasil: Gênio! Um dia você será presidente de uma grande empresa e eu fornecerei um polpudo empréstimo via BNDES ou Banco do Brasil ou Caixa para sua empresa! Você nunca mais precisará gastar um centavo do seu bolso para comprar empresas!

 FMI:...e? Chegaram a uma decisão?

 Brasil: Sim! Chegamos. Vamos pegar seu dinheiro.

 FMI: Ótimo...

 Brasil: ... mas tem uma coisa. Para a coisa não ficar feia lá em casa, vou dizer que o Senhor interfere nos assuntos do meu país. Que nós não gostamos de vocês, que fomos obrigados a seguir suas regras, pois vocês são um bando de imperialistas bobos e feios? Só propaganda política, sabe como é...

 FMI:... não importa. O que é importante é vocês conseguirem pagar o que nos devem.

 Brasil: ... onde eu assino?



Escrito por Pablo Vilarnovo às 12h48
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Causas Sociais da Criminalidade

 

(Inspirado no artigo do Col. Milton Corrêa da Costa “A GRANADA SOCIAL E O AVANÇO DO CRIME ORGANIZADO”)

 

 

O crime tem causas sociais? Claro que sim. O ser humano é um ser social. Comprar um sorvete na esquina é um ato social. Se a intenção do Col. Milton foi dizer os sociólogos brasileiros, treinados em uma faculdade extremamente marxista (desculpem colocar isso no assunto, mas qualquer um que já tenha ido a uma faculdade de sociologia no Brasil sabe muito bem do que estou falando) onde absolutamente tudo entra no contexto de "luta-de-classes", ele está certo em afirmar que estão errados.

 

A alta criminalidade no Brasil é básica. Possui dois fundamentos clássicos: falta de oportunidades e impunidade. Esses são os dois fatores principais. E são justamente os dois fatores que passam longe da política de Estado.

 

Assim como todos são capazes de matar, todos são capazes de cometer um crime. Logicamente isso não quer dizer que vamos cometê-lo. A decisão é única e exclusivamente individual. Então o que leva alguém a cometer um crime ou não. Diversos fatores. Honestidade, educação, medo das conseqüências podem ser um deles. Mas em minha opinião os dois principais fatores que levam a alguém a cometer um crime são a falta de oportunidade e a impunidade.

 

Os sociólogos até acertam na primeira opção. Porém seu treinamento em “luta-de-classes” os fazem enxergar de maneira míope. Não é difícil encontrar algum sociólogo dizendo que “a raiz da violência é a diferença que separam ricos e pobres, ou seja, a desigualdade social”. Desigualdade social não é causa. É efeito. Efeito de um país ou um Estado que falha miseravelmente na sua missão Constitucional e perde mais tempo discutindo como vender gasolina do que como oferecer uma Educação de qualidade. Por isso é tão interessante ao Estado promover essa visão equivocada e mofada de mundo. O Presidente Lula não perde nenhuma oportunidade de fazer isso. Mas ele não é o único. Com isso o Estado se mantém ao largo do problema. Ora, se o problema é social, é da desigualdade, não é culpa do Estado e sim dos “malvados ricos” que não querem ver pobres andando de avião. Por isso o investimento de bilhões de reais em programas que não resolvem o problema. Dá trabalho promover educação de qualidade, saúde pública de qualidade, segurança pública de qualidade. Enquanto o Estado continuar desviado de sua missão Constitucional faltará oportunidade o que continuará empurrando mais pessoas para criminalidade.

 

A outra faceta é a impunidade. Esse é o maior veneno de qualquer tentativa de justiça em qualquer país. Gosto de utilizar dados sobre a criminalidade americana. Não que eu seja um grande fã do país do norte (e sou mesmo), mas pela simples facilidade de acesso a esses dados. Os EUA passaram após a década de 60 por um aumento enorme na criminalidade. Os índices (por cem mil habitantes) para crimes violentos passaram de 160,9 em 1960 para 758,1 em 1991. O índice para assassinatos passaram de 5,1 em 1960 para 9,8 em 1991. A justiça americana entendeu que devido ao “relaxamento” das penas que aconteceu durante a década de 60 com a adoção de penas alternativas, tolerância a crimes menores e outros, o caráter punitivo da justiça estava perdendo seu peso no processo de decisão de cometer um crime ou não. Ou seja, a impunidade ou a baixa relação crime x castigo, estava tornando o crime como uma via de baixo risco. Não deixa de ser engraçado colocar essa relação (crime x castigo), pois há pessoas no Brasil que simplesmente não consideram que a prisão seja um castigo, ou seja, acham que prisões devem servir para reabilitar alguém e não para punir. Mas voltando ao caso americano, os planejadores decidiram mudar de estratégia e programas mais duros começaram a ser criados como a “Three Strike Law” e os programas de tolerância zero. Penas mais longas também começaram a ser proferidas. O caso de Nova Iorque é clássico e bem conhecido. E enquanto todos os analistas achavam que a década de 90 seria a mais violenta da história americana, os resultados apareceram e os índices de crimes violentos baixaram a 473,5 equiparado ao índice de 1977 e de assassinato baixou para 5,7 que é um dos mais baixos da história americana.

 

O que falta no Brasil são políticas públicas realistas, que se utilize de dados reais e sem levar em conta utopias que acham que podem modificar o ser humano através de uma caneta.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h29
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Segurança Pública: uma proposta viável

 

 

Talvez o maior problema enfrentado pelo Estado do Rio de Janeiro e principalmente a capital é como resolver o problema da segurança pública. Várias abordagens de diferentes atores sociais já foram tentadas com fracos ou nenhum resultado. A impressão que fica é que estamos enxugando gelo.

Em uma abordagem objetiva e sucinta, poderíamos descrever o problema da criminalidade carioca em três pontos fundamentais. São eles:

 

Caos Urbano: As favelas cariocas são o ambiente perfeito para a criminalidade. Isto não quer dizer que as pessoas que lá habitam são criminosas ou possuem maior tendência ao crime. Acontece que as favelas possuem o melhor sistema de defesa para o criminoso: ruas estreitas, mal iluminadas, pontos altos de observação, muitas vezes em tornos de florestas que facilitam a fuga. A solução para a criminalidade deve levar em conta esse aspecto. Uma possibilidade é, junto com a iniciativa privada, a construção de prédios baixos, com no máximo cinco andares, sem elevadores e lajes, de baixo custo, com um primeiro nível ou andar destinado a pequenos comércios como salões, lanchonetes e etc. A verticalidade proporcionará a capacidade de criação de ruas amplas e iluminadas, propiciando a entrada do poder público em seus diversos ramos. Será imprescindível a participação dos órgãos de segurança nessa fase, já que pelo tamanho das atuais favelas é virtualmente impossível a execução do serviço de uma só vez, além do que deverá haver um trabalho de cadastramentos dos moradores que poderia ser realizado utilizando-se mão-de-obra das Forças Armadas.

 

Serviços Públicos – Atualmente o único serviço público que adentra as favelas é a Polícia. Muitas vezes, por conta dos combates, falta de preparo e outros motivos, sem causar tragédias. Com o fim do caos urbano haverá a possibilidade de uma melhora na qualidade de vida com o acesso a serviços atualmente inexistentes. Por outro lado os moradores deverão reconhecer que muitos dos serviços que hoje possuem através de ligações clandestinas serão cobrados. Não podemos subestimar a quebra desse paradigma. Acordo com Concessionárias de Serviços públicos (como luz, por exemplo) para tarifas diferenciadas poderão ser fechados, já que o custo para esses      “gatos” são altos. Serviços públicos como postos de saúde e, principalmente, escolas de qualidade deverão ser oferecidos. Sempre lembrando que isso é obrigação do Estado de acordo com a Constituição. Não é esmola nem favor.

 

Legislação e Propriedade Privada – Um dos aspectos mais relegados é a propriedade privada. Resolvendo o problema do caos urbano com a criação de edifícios uma legislação especifica de compra e venda desses apartamentos deverá ser criada. Não seria inteligente incentivar uma bolha imobiliária nesses locais, porém deve-se incentivar a noção de valor de mercado desses imóveis. Deve-se fazer entender que agora sendo sua propriedade, é vantajoso promover a preservação desses imóveis a título de investimento futuro. Essa parte talvez seja a de maior importância, pois poderá oferecer acesso a financiamentos mais baratos, capazes de impulsionar uma oportunidade de abertura de um negócio próprio, o que traria perspectiva a essas pessoas.

 

Logicamente não é tarefa fácil de ser realizada, mas experiências em outros locais mostram que são possíveis. Basta ter a vontade política apropriada e respeito aos cidadãos e contribuintes desses locais que sempre foram esquecidos pelo Estado. Não podemos cair nos contos das maquiagens por motivos eleitoreiros que pouco ou nenhum resultado prático apresenta.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h17
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Guerra Civil Espanhola

Como filho de espanhol sempre fico um pouco triste quando o assunto cai para a Guerra Civil Espanhola. Isso porque ela foi o embrião da Guerra Fria, dos conflitos entre o fascismo, o comunismo e a democracia. O assunto sempre descamba para o Fla x Flu ideológico. Infelizmente o povo espanhol foi pego por uma guerra que deveriam escolher entre a ditadura fascista e uma ditadura comunista.


À luz das informações que existem hoje, fica muito difícil acreditar no Mito Guernica. Desculpe, mas não dá. Como também me recuso a entrar no time das pessoas que saúdam Francisco Franco como libertador. Libertador de coisa alguma. Assassino sanguinário. Mas há mitos que são dificílimos de se acreditar e há fatos que, justamente por conta do Fla x Flu, muita gente de bem prefere "esquecer".

Esquece-se que antes mesmo da Guerra Civil se iniciar, antes mesmo de Franco sair do Marrocos, os vermelhos ou republicanos ou comunistas já haviam iniciado seu regime de terror. O assassinato de religiosos, inclusive com requintes terríveis como empalamentos e demonstrações de freiras recém estupradas enforcadas em árvores.

Disso ninguém fala.

Como ninguém fala que os projetos originais de Gaudi para a Sagrada Família, a Igreja que hoje TODOS veneram como obra de arte e que eu tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos, foram destruídos pelos comunistas.

Disso ninguém fala.

Os crimes cometidos por Franco são públicos e notórios. E se fala mais dos crimes cometidos pelos comunistas é porque esses simplesmente se esvaineceram frente aos milhões gastos em propaganda e criação de Mitos como Guernica.

Mas, por favor, acreditar que em 1937 uma cidade inteira foi devastada por um bombardeio executado por um punhado de aviões é demais para minha pessoa.

Acreditar que em 1937 a informação desse bombardeio já era publicada em jornal comunista NA FRANÇA no dia seguinte do acontecido é demais para minha cabeça.

Os números de mortos então nem se fala. Conseguem contrariar até mesmo os números que a própria cidade informa. Como FATO.

No mais é só ver a obra de Picasso que qualquer um pode identificar claramente os elementos de uma Tourada. Diferente do mito

Estão lá o touro, o cavalo, o lanceiro com sua lança quebrada ao solo.

Mas o Mito provavelmente permanecerá nas cabeças das pessoas como vários outros mitos. Sem sombra de dúvidas os comunistas sempre foram muito bons nisso.

No mais recomendo o estudo de Gustavo Corção sobre esse assunto que pode ser acessado em http://gustavocorcao.permanencia.org.br/Artigos/espanha.htm





Escrito por Pablo Vilarnovo às 20h41
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Lituânia contra-ataca

Finalmente um país teve coragem de fazer algo que já deveria ter sido feito há muito tempo. Como vem de um país que sofreu tanto com o nazismo e o comunismo tem toda a autoridade para realizar o ato.

 

Pouca gente sabe, isso não é ensinado em nossas escolas e muito menos comentado pelas viúvas do comunismo, mas a Lituânia foi anexada à URSS durante a Segunda Guerra Mundial como parte do acordo entre Hitler e Stalin que eram aliados no início da guerra. A URSS apenas passou a combater os nazistas quando estes se viraram contra os vermelhos em busca, principalmente de petróleo.

 

A Estônia, outro país que sofreu com o comunismo, também já havia realizado essa banimento, porém a lei aprovada na Lituânia é ainda mais severa.

 

Aos poucos, o mundo vai colocando o comunismo onde ele merece, na lixeira da história juntamente com seus parceiros ideológicos nazismo e fascismo.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 11h47
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NOTÍCIAS BOLIVARIANISTAS (OU SERIAM BOLIVARIANAS?) 2

- Apesar da propaganda do PSUV dizer que “está fazendo história” ao promover prévias eleitorais, Chaveco e seus caciques serão os responsáveis por definir os candidatos em oito estados: Nueva Esparta, Táchira, Yaracuy, Trujillo, Apure, Cojedes, Guárico y Sucre.

 

- Partidos de oposição já denunciam o uso de dinheiro e recursos do governo para promover as prévias do PSUV. Mais uma “revolução” realizada pelos “rojos, rojitos”.

 

- Aliás, apesar do aclamado número de partidários (Chávez obrigou muito funcionários públicos a tornarem-se filiados ao PSUV), o índice de comparecimento foi bem mais baixo que o esperado pela cúpula do Partidão. O governo não consegue fechar um número exato. Uns falam em 1 milhão de pessoas, outros em 2,5 milhões. O mais certo é que não chegue em 900 mil.

 

- Cada vez fica mais difícil o governo brasileiro escapar de sua associação com os narcoterroristas das FARC, depois da revelação do emprego da mulher do suposto padre Medina, contato das FARC no Brasil.

 

- Seguindo o exemplo de Santa Cruz, mais dois departamentos bolivianos votam por sua autonomia federativa. Dessa vez foram os departamentos de Beni e Pando. A violência praticada por partidários de Evo continuam. Urnas foram queimadas e pessoas que se dirigiam aos locais de votação foram interpeladas. Mais uma prova da “democracia” bolivariana.

 

- A justiça argentina expediu um mandato de prisão via INTERPOL para dois envolvidos no caso da mala de dinheiro que seria usada para financiar a campanha da atual mandatária argentina. Os mandatos são para a prisão de Diego Uzcátegui Matheus e seu filho, Daniel Uzcátegui Specht. Será que dessa vez Chávez decide tirar a Venezuela da Interpol?

 

- Chávez não aceitou a renúncia de seu ministro Goebblesiano, Andrés Izarra. A figura tinha decidido que outras cadeias de televisão deveriam pagar por imagens e programas gerados pela cadeia estatal que é monopolista em vários eventos realizados por Chávez. Uma clara tentativa de limitar o acesso a informação.

 

- Por lei, agora todas as pessoas na Venezuela tornaram-se espiões. Quem não quiser cooperar com os organismos de inteligência (sic) será preso. Mais um sucesso da liberdade bolivarianista.

 

- Chávez foi eleito o pior líder estrangeiro em uma pesquisa realizada na Espanha. E olha que a Espanha sempre foi um país muito condescendente com ditaduras esquerdistas, é só ver o relacionamento que o Rei possui com o Rei Cubano. Aliás, Fidel também não foi perdoado, assim com Bush. Barchelet e Lula foram considerados os melhores.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 12h34
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COTAS UNIVERSITÁRIAS: UMA QUESTÃO DE VISÃO

Tentarei abordar o assunto partindo de uma visão diferente. Ao invés de usar argumentos anti-cotas ou pró-cotas, elencarei motivos pelos quais acredito que seja a dificuldade do debate entre esses dois grupos.

Para tanto, utilizarei como base uma resenha lida sobre o livro de Thomas Sowell, um baluarte do conservadorismo americano, escrita no New York Times, chamado de “Um Conflito de Visões”

 

Não por acaso a palavra visão apareceu na primeira linha do texto. Ela será o elemento fundamental do raciocínio. O Sr. Sowell afirma que todos nós possuímos uma visão que não é dependente necessariamente de validação ou lógica empírica. A visão existe antes mesmo que a lógica comece. É um “sentimento de causa”, é um grande palpite ou “sexto sentido” nos quais teorias sociais e ideais políticos são criados. E com são pré-racionais e não articuladas são extremamente difíceis de serem desalojadas.

 

Para o autor, existem dois tipos de visões: as confinadas e as não confinadas. Logicamente essas visões básicas são opostas. A confinada trata do homem como um indivíduo irremediavelmente falho. O máximo que esse indivíduo consegue é prosperidade frágil e uma paz incerta, isso seguindo a sabedoria coletiva da sociedade e da tradição (que o autor chama de conhecimento sistêmico), melhor do que conseguiria procurando o paraíso na Terra.

 

A visão não confinada rejeita a idéia de limites no homem. Com vontade e razão pode conseguir resolver todos os problemas sociais. Como podemos supor, os movimentos pró-cotas baseiam-se em uma visão não confinada.

 

O conflito entre as duas visões se aproxima daquele característico entre direita e esquerda. Para Sowell os campeões da visão confinada são os intelectuais conservadores – Adam Smith, Thomas Hobbes, Alexander Hamilton, Edmund Burke, Oliver Holmes, Friedrich Haeyk, Milton Friedman. A melhor expressão dessa visão, de acordo com o Sr. Sowell é de Adam Smith: “a paz e a ordem da sociedade são mais importantes até que a ajuda aos miseráveis”.

 

Os tipos não confinados – William Goodwin, Rousseau, Marquis de Condorcet, Thomas Paine, Thorstein Veblen, George Bernard Shaw, Laurence Tribe, John Kenneth Galbraith – ficariam ao lado dos miseráveis em detrimento inclusive da paz.

 

A visão não confinada busca sinceramente a melhora social, enquanto a visão confinada baseia-se na missão de cada indivíduo. Homens de negócios possuem a missão de proteger os interesses dos acionistas, não a melhora da sociedade, de acordo com a visão confinada. Assim como o professor que prefere promover o intelecto de seus alunos e não guiá-los a uma ideologia ou conclusões específicas que ele imagina ser sinceramente o melhor para a sociedade.

 

Dessa mesma maneira, jornalismo militante e a teoria da libertação não são bem vistas por pessoas com a visão confinada, pois são consideradas uma utilização errada das atividades confiadas.

 

Igualdade é buscada nas duas visões, porém de maneira diferente. Igualdade de resultado é favorecida na visão não confinada, enquanto igualdade no processo é buscada na visão confinada. Aí reside basicamente a diferença daqueles que apóiam as cotas dos que não apóiam as cotas.

 

Os homens, ou ao menos uma elite, é capaz de repartir igualmente os benefícios sociais para todos para a visão não confinada. A visão confinada até concorda, mas acha que as coisas tendem a piorar se tentar. A visão não confinada diz que os homens, somente com a razão, podem fazer um mundo melhor. A visão confinada diz que os homens não possuem conhecimento para tanto.

 

Podemos dizer que a dificuldade do debate (pró-cotas x contra-cotas), baseia-se basicamente, nos estilos diferentes de visão e até mesmo a utilização da razão. Não é incomum encontrar debatedores pró-cotas concordando com todos os argumentos utilizados por debatedores contra-cotas, porém sem mudarem sua opinião. É comum, também, encontrar debatedores contra-cotas que não conseguem entender os argumentos, que na maioria das vezes não são baseados na razão e sim na visão pré-racional e sentimental, dos debatedores pró-cotas.

 

Reconheço que possuo uma visão confinada do ser humano. Reconheço também, minha dificuldade em compreender argumentos e atitudes de pessoas pró-cotas. Tenho dificuldade de entender como alguém pode defender uma medida que mesmo, pelo menos a grande maioria, os pró-cotas definem como ineficaz e ineficiente para resolver o problema principal que é a distância entre negros e brancos.

 

Da mesma forma, vejo que há uma dificuldade enorme para os pró-cotas compreenderem argumentos como que diz que cotas impostas pelo Estado são medidas racistas e dividem desnecessariamente a visão do Estado sobre os indivíduos.

 

Talvez ninguém esteja certo, talvez todos estejam certos. Provavelmente esse assunto será decidido pela visão de mundo dos magistrados do STF. Mas a compreensão dessas visões ajuda para tentar ao menos entender que mesmo quem não concorda sua visão não o faz por maldade, racismo ou por simples vingança racial. O faz por possuir, sinceramente, uma visão diferente da sua.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 12h33
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NOTÍCIAS BOLIVARIANISTAS (OU SERIAM BOLIVARIANAS?)

- Após informar sobre reuniões com a cúpula das FARC e de outros grupos terroristas, o Ministro do Interior da Venezuela Rodríguez Chacín está sendo indagado sobre suas declarações. Chacín afirmou ter ficado “honrado em conhecer a cúpula das FARC”. Afirmou também que as reuniões foram realizadas com o prévio conhecimento do Governo Colombiano.

 

- Os computadores de Raul Reyes continuam fornecendo informações muito úteis e interessantes. Na véspera do relatório da Interpol (a data da apresentação está no próprio site da Interpol), conversas entre os guerrilheiros mencionam que um deles, tendo como um interlocutor um alto funcionário do governo chavista afirmou que o maior problema venezuelano é a corrupção. Algo fácil de notar. Mas esperar o que de uma ideologia corrupta por natureza?

 

- Foi descoberto que o ETA, grupo terrorista basco, mantém o que eles chamam de “terceira reserva”. Trata-se de militantes terroristas mantidos em países fora do eixo Espanha-França, principal área de atuação do grupo terrorista. A Polícia Nacional da Espanha destaque que essa reserva, composta de mais ou menos 200 homens se encontram em países como Portugal, Polônia, Alemanha e como não poderia deixar de ser, Venezuela.

 

- O que foi descrito como cenas de comédia pastelão aconteceu no Hiperpdval de Maracaíbo. Para “provar” que não há crise de abastecimento na Venezuela, o proto-ditador decidiu gravar um dos seus chatíssimos monólogos no mercado. Acontece que a crise de abastecimento é verdadeira. Dias antes da chegada do Chaveco, as prateleiras estavam vazias e as que continham produtos possuíam preços muito acima dos anunciados pelo governo a seus estabelecimentos. Para surpresa da população, o mercado, guarnecido por um enorme aparato de segurança foi abastecido para a chegada do Füher venezuelano. Outro detalhe: consumidores que tivessem comprado no mercado 48 horas antes eram impedidos de entrar. Que maravilha não!?

 

- Pressionado pelo resultado do plebiscito em Santa Cruz, e pelos próximos plebiscitos a serem realizados em outras regiões, Evo Morales está buscando até mesmo a ajuda da Igreja para resolver o problema da autonomia dos Departamentos. Ou seja, quem tem, tem medo.

 

- Fica a pergunta: “se o grande Rei Juan Carlos de Borbón é um, como diz nosso amigo, franquista, fascista, imperialista, inimigo da América Latrin... quer dizer Latina, o que estaria fazendo na Espanha beijando a mão do regente, o pseudo-presidente do Equador, Rafael “the Chavez dog” Correa?



Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h16
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Partido Conservador Inglês obtém vitória histórica

Os analistas indicam que essa é a pior derrota sofrida pelo Labor em 40 anos. As pesquisas apontam que os Tories (Conservadores) tiveram 44% dos votos enquanto os Trabalhistas receberam 24%. Menos que os 25% que os Liberais Democratas receberam. Os Trabalhistas podem perder até mesmo a prefeitura de Londres.

Depois de ter problemas na Espanha, onde o PSOE teve uma "vitória amarga", pois perdeu cadeiras no parlamento contudo ainda ficou com maioria, e depois de ter sido totalmente defenestrada na Itália, a esquerda européia passa por sérios problemas na Inglaterra.

A cabeça de Gordon Brown está a prêmio.

Essa pedra foi cantada há tempos.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 11h17
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Fidel Castro - Meu escravos mal agradecidos

De: Fidel Castro
Para: Corte Cubana

Queridos membros da corte,

Que coisa é essa de filas para comprar bens de consumo? Eu falei para
Raulzito que isso não daria certo. Apenas os líderes da revolução
deveriam ter acesso a esse tipo de coisa. Vejam bem, nem em todos os
13 Palácios que ficam a minha disposição eu tenho microondas!

Isso não vai dar certo. Primeiro deixamos eles terem DVD, depois eles
vão querer computadores e depois o que? Vão querer ter eleições
livres? Vão querer tomar conta da própria vida? Vão querer parar de
trabalhar para nós?

Vocês estão querendo perder seus escravos? Estão querendo viver nas
mesmas casas que eles vivem? Comer a mesma comida que eles comem?
Frequentar os mesmos hospitais que eles? Deus não! Eu não!

Apliquei o golpe perfeito, gastei muito dinheiro comprando muita
gente mundo afora para que nossa Revolução (isso mesmo nossa e de
mais ninguém! Muito menos dos escravos!) parecesse algo justo e agora
vocês querem entregar tudo de bandeja! Na minha da prata ninguém mete
a mão!

E esse negócios com os automóveis. Aliás, já está na hora de trocar
meus Mercedes Bens (Frei Betto adora dar uma voltinha por La Habana
com eles). Imagine se agora um dos escravos quiser andar também de
Mercedes? Vou ter que dar o meu para ele?

Prestem atenção: do jeito que as coisas estão, os nossos médicos,
que a muito custo enganamos o mundo dizendo que são competentes,
daqui a pouco irão cobrar mais do que os US$ 25,00 dólares que os
pagamos por mês. Imagine se descobrem o quanto cobramos dos governos
dos países para onde enviamos essa missão humanitária (hehehe
humanitarismo, ótimo nome para esconder o nosso lucro).

Portanto companheiros, muita calma nessa hora. Depois que eu partir e
assumir meu lugar ao lado do Capeta vocês, se quiserem, podem dar a
alforria aos escravos. Poltinho (Pol Pot) e Hitinho (Hitler) já
mandaram me avisar que a água do caldeirão já está quentinha me
esperando. Me disseram também que estou fazendo um trabalho muito bom
com o Chavinho e que logo logo ele será convidado para entrar na
turma.

Fidel Castro.


Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h04
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O dogma dos nossos tempos - Por Frank Chodorov

O que a história pensará de nossos tempos só a história pode revelar.
Porém, é um bom palpite acreditar que o coletivismo será destacado
como a característica definidora do século XX. Mesmo um rápido
levantamento do tipo de pensamento desenvolvido nos últimos cinqüenta
anos mostra a preponderância de uma idéia central: de que a sociedade
é uma entidade transcendental, algo independente e maior que a soma
de suas partes, e que possui natureza e capacidades sobre-humanas.
Esta sociedade opera em um campo próprio, ética e filosoficamente, e
é guiada por princípios desconhecidos dos mortais. Assim, o
indivíduo, a unidade da sociedade, por suas limitações, não pode
julgá-la ou aplicar-lhe os mesmos critérios por que julga seu próprio
pensamento e comportamento. Ele é obviamente necessário à sociedade,
mas apenas como uma parte substituível dessa grande máquina. Assim, a
sociedade pode até ter um interesse paternal pelos indivíduos, mas
não depende deles absolutamente.

De certa forma, essa idéia tem se insinuado por quase todos os campos
do conhecimento e, como costuma acontecer com as idéias, já foi
institucionalizada. Talvez o exemplo mais visível esteja na
orientação moderna da filosofia da educação. Muitos profissionais
desta área dizem abertamente que o principal objetivo da educação não
é, como se acreditava no passado, o desenvolvimento da capacidade do
indivíduo de aprender, mas prepará-lo para ocupar uma posição
produtiva e "feliz" na sociedade. Ele deve distanciar-se de suas
inclinações para se adequar aos costumes de sua faixa etária e,
posteriormente, ao meio social no qual irá viver. Ele não é um fim em
si mesmo.

A jurisprudência também tem se aproximado desta mesma idéia,
apontando, cada vez mais, que o comportamento humano é menos fruto da
responsabilidade pessoal do que reflexo das forças sociais que atuam
sobre o indivíduo; a tendência é colocar na sociedade a culpa dos
crimes cometidos por seus membros. Esse é um dos princípios da
sociologia, cuja popularidade crescente e elevação ao estatuto de
ciência são um testemunho da influência do coletivismo em nossa
época. O cientista não é mais visto como um corajoso desbravador do
desconhecido em busca dos princípios da natureza, mas como um servo
da sociedade, à qual deve seu treinamento e sustento. Heróis e atos
heróicos têm sido rebaixados a acontecimentos acidentais do
pensamento e movimento das massas. A pessoa de capacidade superior,
o "capitão de indústria" empreendedor, o gênio inato não passam,
todos, de ficções; não somos nada além de robôs fabricados pela
sociedade. A economia é o estudo de como a sociedade se sustenta com
suas próprias técnicas e normas, e não sobre como indivíduos vivem em
busca da felicidade. A filosofia, ou o que quer que passe por ela,
fez da verdade mesma um atributo da sociedade.

O coletivismo é mais que uma idéia. Sozinha, uma idéia não é nada
mais que um brinquedo especulativo, um ídolo mental. Já que, segundo
o mito, a sociedade suprapessoal é repleta de possibilidades, o
melhor a ser feito é pôr o mito em ação, energizar sua virtude. O
instrumento para isso é o Estado, que transborda energia política e
anseia por usá-la nesta gloriosa aventura.

O estatismo não é uma invenção moderna. Mesmo antes de Platão, a
filosofia política já se preocupava com a natureza, a justiça e a
legitimidade do Estado. Porém, enquanto os pensadores especulavam
sobre o assunto, as pessoas comuns aceitaram a autoridade política
como um fato com o qual se deve conviver e pararam por aí. Apenas
recentemente (exceto, talvez, nos momentos em que a Igreja e o Estado
se uniram, sustentando a coerção política com sanções divinas) que um
grupo de pessoas tem conscientemente aceitado a tese hegeliana que
diz que "o Estado é a substância geral da qual o indivíduos não são
mais do que acidentes." É essa visão geral do Estado como
uma "substância", como uma realidade suprapessoal investida de uma
competência que nenhum indivíduo pode reclamar para si, que é a
característica principal do século XX.

No passado, a inclinação era ver o Estado como algo com que era
preciso lidar, mas que era completamente estranho. Convivia-se com o
Estado da melhor forma possível, temendo-o ou admirando-o, esperando-
se fazer parte dele e gozar seus privilégios ou mantê-lo distante,
como algo intocável. Alguém dificilmente consideraria o Estado a
própria sociedade. As pessoas tinham de sustentar o Estado – não
havia como evitar os impostos – e tolerar suas intervenções como
intervenções e não a base mesma da vida. O Estado também estava
satisfeito com sua posição, separado e acima da sociedade.

Atualmente, estamos dispostos a destruir qualquer distinção entre
Estado e sociedade, conceitual ou institucional. O Estado é a
sociedade; a ordem social é, na verdade, um apêndice do establishment
político, dependendo deste para a comunicação, educação, saúde,
sustento e todas as coisas que remetam à "busca da felicidade". Em
tese, se nos basearmos nos livros de economia e ciência política,
essa integração já é perfeita. Na operação dos assuntos humanos,
embora muito se diga sobre o conceito de direitos pessoais
intrínsecos, a tendência de invocar o Estado para a solução de todos
os problemas da vida mostra o quanto já abandonamos a doutrina dos
direitos, com a dependência de si mesmo que lhe é correlativa, e
aceitamos o Estado como a realidade da sociedade. É não a teoria, mas
essa integração de fato, que distingue o século XX de seus
predecessores.

Um indicativo de quão longe essa integração já foi é o total
desaparecimento de qualquer discussão do papel do Estado enquanto
Estado – discussão da qual participaram as melhores mentes dos
séculos XVIII e XIX. As inadequações de um regime em particular, ou
de seus componentes, estão sob constante ataque, mas não há críticas
ao Estado enquanto instituição. O consenso geral é de que o Estado
funcionaria perfeitamente se as "pessoas certas" estivessem em seu
comando. Os críticos do New Deal não percebem que suas deficiências
são inerentes a qualquer Estado, sob qualquer governo, nem que quando
o establishment político obtiver força suficiente um demagogo
surgirá. A idéia de que esse aparato de poder é realmente inimigo da
sociedade, de que os interesses dessas duas instituições estão em
oposição, é simplesmente impensável. Quando mencionada, a idéia é
desqualificada como se fosse algo "fora de moda", o que realmente é;
até a era moderna, o axioma era que o Estado, com suas tendências
perniciosas intrínsecas, exigia vigilância constante.

Algum fatos que ilustram bem o humor de nossos tempos me vêm à mente.

A expressão comum "nós devemos a nós mesmos", em relação aos débitos
contraídos em nome do Estado, é um indicativo da tendência de
removermos de nossa consciência a linha que demarca o limite entre os
governantes e os governados. Essa não é apenas uma frase popular em
livros de economia, mas um princípio bem aceito em muitos círculos
financeiros. Para alguns banqueiros modernos, um título do governo é
pelo menos tão seguro quanto a obrigação de um cidadão particular, já
que o titulo é, na verdade, uma obrigação dos cidadãos de pagar
impostos. Esses banqueiros não fazem nenhuma distinção entre débitos
garantidos pela produção, ou por alguma habilidade produtiva, e os
débitos garantidos por alguma força política. Em última análise, um
título do governo é um título sobre a produção, então qual é a
diferença? Segundo esse raciocínio, os interesses da população, que
estão sempre concentrados na produção de bens, são colocados no mesmo
patamar que os interesses predatórios do Estado.

Em muitos livros de economia, a atitude do governo de tomar
empréstimos junto à população, abertamente ou através de pressão
junto aos bancos para que emprestem a poupança de seus clientes, é
explicada como uma transação equivalente à transferência de dinheiro
de um bolso para outro da mesma calça; o cidadão empresta a si mesmo
quando empresta ao governo. A lógica desse absurdo é que o efeito na
economia da nação é o mesmo se o cidadão ou o governo gasta esse
dinheiro. Ele simplesmente abre mão de seu direito de escolha. O fato
de que o contribuinte pode não ter interesse algum nas coisas com as
quais o governo gasta o seu dinheiro, que ele não contribuiria
espontaneamente para esse gasto, é ignorado. A idéia da "mesma calça"
permanece na identificação da amorfa "economia nacional" com o bem-
estar do indivíduo; ele é, assim, imerso na massa e perde sua
personalidade.

A frase "nós somos o governo" também é um exemplo desse pensamento.
Seu uso e aceitação mostram o quanto o coletivismo tomou as mentes
americanas neste século, chegando a abolir a tradição americana
fundamental. Quando a União foi fundada, o principal medo dos
americanos era de que o novo governo pudesse se tornar uma ameaça à
liberdade, e os constituintes se dedicaram a aliviar esse medo. Agora
crê-se que a liberdade é um prêmio que o governo concede em troca da
nossa subserviência. Essa inversão foi feita com base em um truque
semântico. A palavra "democracia" é a chave desse truque. Quando
alguém procura o significado da palavra, vê que não é exatamente uma
forma de governo claramente definida, mas uma regra para "atitudes
sociais". Mas o que é uma "atitude social"? Colocando de lado todo o
palavrório que pudesse tentar explicar o conceito, aparentemente, ele
não é nada mais que o bom e velho majoritarismo: o que cinqüenta e um
por cento da população considerarem certo está certo, e a minoria
estará necessariamente errada. É só um novo nome para a velha ficção
da "vontade geral". Não há espaço nesse conceito para a doutrina dos
direitos inatos; o único direito disponível para a minoria, mesmo a
minoria de uma só pessoa, é a conformidade com a "atitude social"
dominante.

Se "nós somos o governo", então o homem que se encontra na prisão
deve culpar a si mesmo por sua condição, e o homem que obtém toda
dedução de impostos que a lei permite também está se prejudicando.
Enquanto isso pode parecer um inacreditável reductio ad absurdum, o
fato é que muitos dos que foram prejudicados por essa lógica têm se
conformado com ela. Boa parte da população desse país era de
fugitivos do regime de alistamento compulsório – que era chamado
de "czarismo" há duas ou três gerações e considerado a forma mais
básica de servidão involuntária. Agora já passamos a aceitar que um
exército com alistamento compulsório é, na verdade, um exército
democrático, composto por homens que se adequaram à "atitude social"
da época. É assim que as pessoas normalmente alistadas se consolam,
quando forçadas a interromper seu sonho de ter uma carreira. A
aceitação da obrigatoriedade do serviço militar atingiu o ponto da
resignação insconsciente da personalidade. O indivíduo, como um
indivíduo, simplesmente não existe; ele faz parte da massa.

Esse é o ápice do estatismo. É uma forma de pensar que não reconhece
nenhum ego, exceto o do coletivo. Por analogia, devemos citar a
prática pagã do sacrifício humano: quando os deuses pediam, quando o
curandeiro insistia que essa era uma condição para fazer o clã
prosperar, cabia ao indivíduo se jogar no fogo sacrificial. De certa
forma, o estatismo é um paganismo, o culto a um ídolo, algo criado
pelos homens. Sua base é puro dogma. Como todos os dogmas, está
sujeito a interpretações e racionalizações, tendo cada um deles seu
pequeno grupo de seguidores. Porém, não importa se alguém se vê como
comunista, socialista, apreciador da política do New Deal, ou
apenas "democrata": cada uma dessas opções vêm da premissa de que o
indivíduo deva ser apenas um servo deste ídolo que é a 'massa'. E que
sua vontade seja feita.

Ainda existem almas fortes, mesmo neste século vinte. Há alguns que
crêem, na privacidade de sua pessoa, que o coletivismo é a negação de
uma ordem mais elevada. Há não conformistas que rejeitam a noção
hegeliana de que "o Estado encarna a idéia divina na Terra". Há
alguns que crêem firmemente que somente o homem é feito à imagem de
Deus. À medida em que esses remanescentes – esses indivíduos – ganham
entendimento e aprimoram suas explicações, o mito de que a felicidade
deve ser encontrada sob a autoridade coletiva esvaecerá na luz da
liberdade.

Tradução por Magno Karl

Este ensaio foi publicado pela primeira vez em The Freeman (Junho de
1956), sendo republicado, com pequenas alterações, como a introdução
de "The Rise and Fall of Society".


Escrito por Pablo Vilarnovo às 14h37
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O mercado é a população

Uma das divergências entre economistas capitalistas e marxistas gira
em torno da definição do preço de um bem. Basicamente os marxistas
acreditam que o fator preponderante para a definição de um preço
seria o trabalho (que eles chamam de trabalho social - seja lá o que
isso significa) para a fabricação de um determinado bem. Para se ter
uma idéia a antiga URSS chegou a ter todo um departamento de
burocratas responsáveis por precificar desde uma porca até um
supercomputador. Logicamente não deu certo.


Para os capitalistas o principal fator para formação de preço não é o
trabalho e sim a desejabilidade desse bem. Ou seja, se uma pessoa
gastar mil horas de trabalho para fabricar algo que ninguém deseja, o
preço desse objeto é nulo, mas se alguém dispender pouco tempo
fabricando algo que muitas pessoas querem, o valor desse bem tende a
ser alto.

E é exatamente essa a definição de mercado, que nada mais é que o
conjunto de desejabilidade de um bem junto com sua disponibilização.

Outro exemplo: imagine uma pessoa no deserto do Saara. Esta pessoa
não possui um pingo d'água, porém possui vários diamantes.
Provavelmente em uma cidade seus diamantes valeriam muito, mas no
deserto não valem nada. Inversamente em uma cidade água é fácil de
ser encontrada e não um diamante.

Essa introdução é apenas para ilustra a mais nova decisão de Hugo
Chavez. Sem dar nenhuma explicação, baixou medida realizando o
descongelamento dos preços de leite longa vida devido ao problema de
escassez.

Seus ataques contra produtores e comerciantes não surtiram efeito.
Nem suas ameaças já que nunca conseguiu provar que comerciantes
estavam estocando os produtos.

Porque faltava leite na Venezuela? Porque as leis de mercados não
estavam sendo observadas.

Com o aumento do consumo de leite este se tornou um produto mais
caro. Isso é chamado de inflação de demanda. Como colesterol, há
vários tipos de inflação e a de demanda é uma das 'melhores'
inflações que há e uma das mais fáceis, em um ambiente propício, de
ser resolvida.

O erro dos governos é ao invés de encararem esse tipo de inflação
como algo positivo e passageiro o encaram como um problema de
confiança no empreendedor, logo o acusado de ser a causa.

Se Chávez, ao invés de congelar os preços e perseguir o comerciante,
tivesse estimulado o capitalismo, o aumento do preço dos produtos
serviria de um estímulo ao aumento da produção que por sua vez iria
causar uma volta ao equilíbrio entra a oferta e a demanda.

O congelamento de preços piora o quadro, aumentando ainda mais o
quadro inflacionário devido ao mercado negro. O preço do leite na
Venezuela é vendido no mercado negro com um ágio de 475%. Logicamente
quem sofre mais são os mais pobres.

O Congelamento de preços pode existir em uma economia capitalista?
Sim, pode e já ocorreu, mas são casos extremos como em uma economia
de guerra ou em períodos curtíssimos de tempo. De resto, como nós
brasileiros bem sabemos, o congelamento de preços não é solução onde
o problema é demanda.

Espero que o porco venezuelano tenha aprendido a lição que o mercado,
o seja a população, acabou de lhe dar.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 14h26
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Tratando as consequências e não as causas

Mais um acidente aéreo. Não vou entrar no mérito de culpados. Vou analisar as insituições. A ANAC, que regulamenta o setor aéreo da mesma forma que a ANS regulamenta o setor de Saúde e a INFRAERO que é empresa estatal que administra os aeroportos estão debaixo do Executivo.

Cabe ao Presidente indicar (frisando a palavra indicar), o diretor da ANAC e definir o presidente da INFRAERO.

Essa indicação apenas política, ou seja, não é necessário nenhum conhecimento prévio para exercer o cargo. E esse é o erro. A lei é falha nesse sentido e se tratando, principalmente desses dois órgãos, é perigosa.

Porém os nomes passam pelos Legisladores para a aprovação. Pergunto: alguém aqui escutou algum protesto da esquerda oposicionista em relação aos nomes apresentados? Que eu me lembre não. Não seria o caso de protestarem e pelo menos exigirem alguém com conhecimento para exercer o cargo? Sim.

Em momento nenhum, nem esquerda da situação nem esquerda da oposição falou em alterar as leis que rejem as Agências Reguladoras obrigando uma análise curricular mais eficaz de seus pretensos diretores.

Alguns poderão falar: "Mas hoje o Congresso é governista comprado a peso de, digamos, um Marcos Valério". É verdade. Mas pelo menos, para a história, ficaria registrado a oposição ao nome indicado. Nem sempre a oposição terá maioria no Congresso (comprado ou não), ísso é do jogo, mas nem por isso deve deixar de fazer o que é certo ou errado.

Em suma, as leis são frágeis e ninguém, pelo menos até agora eu não vi ninguém, seja da oposição ou jornais ou especialistas ou sindicatos (desses já não esperno nada mesmo há muito tempo) ou de Movimentos Sociais (desses então... vixe) algo que tocasse nesse assunto.

Portanto no futuro, continuaremos tendo Agências que tratam com a vida de centenas de pessoas entregue nas mãos de Diretores que não fazem a menor idéia de que estão fazendo. Administradores de Aeroportos que preferem gastar os tubos com bombonieres e super-faturando obras.

Até lá, quantos mais acidentes virão até que percebamos que o conceito das Agências está errado?



Escrito por Pablo Vilarnovo às 14h04
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Terceria e Quarta Medalhas de Ouro para o Brasil

Mais dois atletas cubanos conseguem fugir do julgo da Ilha Cárcere. Dessa vez foram dois atletas do Boxe. Esporte esse que sempre foi o bicho papão cada vez mais perde sua força, seja pelo desenvolvimento do esporte em outros países ou seja com a fuga de seus atletas para a liberdade.

Um desses atletas, recentemente deu uma entrevista elogiando a revolução. Até os atletas cubanos conhecem a desinformação.

Continuaremos a acompanhar o score. Essas são as melhores medalhas que a democracia e a liberdade poderiam receber.



Escrito por Pablo Vilarnovo às 18h31
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Piada da Semana

Perguntado sobre os equipamentos roubados da RCTV o Ministro da Propaganda do Ditador Chavez categoricamente afirmou:

"Lo que hay es simple y llanamente un aseguramiento para que los televidentes puedan tener acceso a la señal abierta del canal 2".

Vai ser cara-de-pau assim em Caracas.

E o Goebbles Bolivariano continua. Quando perguntado sobre o processo que a RCTV abriu na justiça (sic) venezuelana referente ao roubo dos equipamentos ele afirmou:

"No comprendería cómo los tribunales van a investigar las fantasías que se está pidiendo se investigue, porque son meras fantasías. Es una ficción".

Mereceu o título de Piada da Semana...

[]´s Pablo

 



Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h00
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