Guerra Civil Espanhola
Como filho de espanhol sempre fico um pouco triste quando o assunto cai para a Guerra Civil Espanhola. Isso porque ela foi o embrião da Guerra Fria, dos conflitos entre o fascismo, o comunismo e a democracia. O assunto sempre descamba para o Fla x Flu ideológico. Infelizmente o povo espanhol foi pego por uma guerra que deveriam escolher entre a ditadura fascista e uma ditadura comunista.
À luz das informações que existem hoje, fica muito difícil acreditar no Mito Guernica. Desculpe, mas não dá. Como também me recuso a entrar no time das pessoas que saúdam Francisco Franco como libertador. Libertador de coisa alguma. Assassino sanguinário. Mas há mitos que são dificílimos de se acreditar e há fatos que, justamente por conta do Fla x Flu, muita gente de bem prefere "esquecer". Esquece-se que antes mesmo da Guerra Civil se iniciar, antes mesmo de Franco sair do Marrocos, os vermelhos ou republicanos ou comunistas já haviam iniciado seu regime de terror. O assassinato de religiosos, inclusive com requintes terríveis como empalamentos e demonstrações de freiras recém estupradas enforcadas em árvores. Disso ninguém fala. Como ninguém fala que os projetos originais de Gaudi para a Sagrada Família, a Igreja que hoje TODOS veneram como obra de arte e que eu tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos, foram destruídos pelos comunistas. Disso ninguém fala. Os crimes cometidos por Franco são públicos e notórios. E se fala mais dos crimes cometidos pelos comunistas é porque esses simplesmente se esvaineceram frente aos milhões gastos em propaganda e criação de Mitos como Guernica. Mas, por favor, acreditar que em 1937 uma cidade inteira foi devastada por um bombardeio executado por um punhado de aviões é demais para minha pessoa. Acreditar que em 1937 a informação desse bombardeio já era publicada em jornal comunista NA FRANÇA no dia seguinte do acontecido é demais para minha cabeça. Os números de mortos então nem se fala. Conseguem contrariar até mesmo os números que a própria cidade informa. Como FATO. No mais é só ver a obra de Picasso que qualquer um pode identificar claramente os elementos de uma Tourada. Diferente do mito Estão lá o touro, o cavalo, o lanceiro com sua lança quebrada ao solo. Mas o Mito provavelmente permanecerá nas cabeças das pessoas como vários outros mitos. Sem sombra de dúvidas os comunistas sempre foram muito bons nisso. No mais recomendo o estudo de Gustavo Corção sobre esse assunto que pode ser acessado em http://gustavocorcao.permanencia.org.br/Artigos/espanha.htm
Escrito por Pablo Vilarnovo às 20h41
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Lituânia contra-ataca
Finalmente um país teve coragem de fazer algo que já deveria ter sido feito há muito tempo. Como vem de um país que sofreu tanto com o nazismo e o comunismo tem toda a autoridade para realizar o ato.
Pouca gente sabe, isso não é ensinado em nossas escolas e muito menos comentado pelas viúvas do comunismo, mas a Lituânia foi anexada à URSS durante a Segunda Guerra Mundial como parte do acordo entre Hitler e Stalin que eram aliados no início da guerra. A URSS apenas passou a combater os nazistas quando estes se viraram contra os vermelhos em busca, principalmente de petróleo.
A Estônia, outro país que sofreu com o comunismo, também já havia realizado essa banimento, porém a lei aprovada na Lituânia é ainda mais severa.
Aos poucos, o mundo vai colocando o comunismo onde ele merece, na lixeira da história juntamente com seus parceiros ideológicos nazismo e fascismo.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 11h47
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NOTÍCIAS BOLIVARIANISTAS (OU SERIAM BOLIVARIANAS?) 2
- Apesar da propaganda do PSUV dizer que “está fazendo história” ao promover prévias eleitorais, Chaveco e seus caciques serão os responsáveis por definir os candidatos em oito estados: Nueva Esparta, Táchira, Yaracuy, Trujillo, Apure, Cojedes, Guárico y Sucre.
- Partidos de oposição já denunciam o uso de dinheiro e recursos do governo para promover as prévias do PSUV. Mais uma “revolução” realizada pelos “rojos, rojitos”.
- Aliás, apesar do aclamado número de partidários (Chávez obrigou muito funcionários públicos a tornarem-se filiados ao PSUV), o índice de comparecimento foi bem mais baixo que o esperado pela cúpula do Partidão. O governo não consegue fechar um número exato. Uns falam em 1 milhão de pessoas, outros em 2,5 milhões. O mais certo é que não chegue em 900 mil.
- Cada vez fica mais difícil o governo brasileiro escapar de sua associação com os narcoterroristas das FARC, depois da revelação do emprego da mulher do suposto padre Medina, contato das FARC no Brasil.
- Seguindo o exemplo de Santa Cruz, mais dois departamentos bolivianos votam por sua autonomia federativa. Dessa vez foram os departamentos de Beni e Pando. A violência praticada por partidários de Evo continuam. Urnas foram queimadas e pessoas que se dirigiam aos locais de votação foram interpeladas. Mais uma prova da “democracia” bolivariana.
- A justiça argentina expediu um mandato de prisão via INTERPOL para dois envolvidos no caso da mala de dinheiro que seria usada para financiar a campanha da atual mandatária argentina. Os mandatos são para a prisão de Diego Uzcátegui Matheus e seu filho, Daniel Uzcátegui Specht. Será que dessa vez Chávez decide tirar a Venezuela da Interpol?
- Chávez não aceitou a renúncia de seu ministro Goebblesiano, Andrés Izarra. A figura tinha decidido que outras cadeias de televisão deveriam pagar por imagens e programas gerados pela cadeia estatal que é monopolista em vários eventos realizados por Chávez. Uma clara tentativa de limitar o acesso a informação.
- Por lei, agora todas as pessoas na Venezuela tornaram-se espiões. Quem não quiser cooperar com os organismos de inteligência (sic) será preso. Mais um sucesso da liberdade bolivarianista.
- Chávez foi eleito o pior líder estrangeiro em uma pesquisa realizada na Espanha. E olha que a Espanha sempre foi um país muito condescendente com ditaduras esquerdistas, é só ver o relacionamento que o Rei possui com o Rei Cubano. Aliás, Fidel também não foi perdoado, assim com Bush. Barchelet e Lula foram considerados os melhores.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 12h34
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COTAS UNIVERSITÁRIAS: UMA QUESTÃO DE VISÃO
Tentarei abordar o assunto partindo de uma visão diferente. Ao invés de usar argumentos anti-cotas ou pró-cotas, elencarei motivos pelos quais acredito que seja a dificuldade do debate entre esses dois grupos.
Para tanto, utilizarei como base uma resenha lida sobre o livro de Thomas Sowell, um baluarte do conservadorismo americano, escrita no New York Times, chamado de “Um Conflito de Visões”
Não por acaso a palavra visão apareceu na primeira linha do texto. Ela será o elemento fundamental do raciocínio. O Sr. Sowell afirma que todos nós possuímos uma visão que não é dependente necessariamente de validação ou lógica empírica. A visão existe antes mesmo que a lógica comece. É um “sentimento de causa”, é um grande palpite ou “sexto sentido” nos quais teorias sociais e ideais políticos são criados. E com são pré-racionais e não articuladas são extremamente difíceis de serem desalojadas.
Para o autor, existem dois tipos de visões: as confinadas e as não confinadas. Logicamente essas visões básicas são opostas. A confinada trata do homem como um indivíduo irremediavelmente falho. O máximo que esse indivíduo consegue é prosperidade frágil e uma paz incerta, isso seguindo a sabedoria coletiva da sociedade e da tradição (que o autor chama de conhecimento sistêmico), melhor do que conseguiria procurando o paraíso na Terra.
A visão não confinada rejeita a idéia de limites no homem. Com vontade e razão pode conseguir resolver todos os problemas sociais. Como podemos supor, os movimentos pró-cotas baseiam-se em uma visão não confinada.
O conflito entre as duas visões se aproxima daquele característico entre direita e esquerda. Para Sowell os campeões da visão confinada são os intelectuais conservadores – Adam Smith, Thomas Hobbes, Alexander Hamilton, Edmund Burke, Oliver Holmes, Friedrich Haeyk, Milton Friedman. A melhor expressão dessa visão, de acordo com o Sr. Sowell é de Adam Smith: “a paz e a ordem da sociedade são mais importantes até que a ajuda aos miseráveis”.
Os tipos não confinados – William Goodwin, Rousseau, Marquis de Condorcet, Thomas Paine, Thorstein Veblen, George Bernard Shaw, Laurence Tribe, John Kenneth Galbraith – ficariam ao lado dos miseráveis em detrimento inclusive da paz.
A visão não confinada busca sinceramente a melhora social, enquanto a visão confinada baseia-se na missão de cada indivíduo. Homens de negócios possuem a missão de proteger os interesses dos acionistas, não a melhora da sociedade, de acordo com a visão confinada. Assim como o professor que prefere promover o intelecto de seus alunos e não guiá-los a uma ideologia ou conclusões específicas que ele imagina ser sinceramente o melhor para a sociedade.
Dessa mesma maneira, jornalismo militante e a teoria da libertação não são bem vistas por pessoas com a visão confinada, pois são consideradas uma utilização errada das atividades confiadas.
Igualdade é buscada nas duas visões, porém de maneira diferente. Igualdade de resultado é favorecida na visão não confinada, enquanto igualdade no processo é buscada na visão confinada. Aí reside basicamente a diferença daqueles que apóiam as cotas dos que não apóiam as cotas.
Os homens, ou ao menos uma elite, é capaz de repartir igualmente os benefícios sociais para todos para a visão não confinada. A visão confinada até concorda, mas acha que as coisas tendem a piorar se tentar. A visão não confinada diz que os homens, somente com a razão, podem fazer um mundo melhor. A visão confinada diz que os homens não possuem conhecimento para tanto.
Podemos dizer que a dificuldade do debate (pró-cotas x contra-cotas), baseia-se basicamente, nos estilos diferentes de visão e até mesmo a utilização da razão. Não é incomum encontrar debatedores pró-cotas concordando com todos os argumentos utilizados por debatedores contra-cotas, porém sem mudarem sua opinião. É comum, também, encontrar debatedores contra-cotas que não conseguem entender os argumentos, que na maioria das vezes não são baseados na razão e sim na visão pré-racional e sentimental, dos debatedores pró-cotas.
Reconheço que possuo uma visão confinada do ser humano. Reconheço também, minha dificuldade em compreender argumentos e atitudes de pessoas pró-cotas. Tenho dificuldade de entender como alguém pode defender uma medida que mesmo, pelo menos a grande maioria, os pró-cotas definem como ineficaz e ineficiente para resolver o problema principal que é a distância entre negros e brancos.
Da mesma forma, vejo que há uma dificuldade enorme para os pró-cotas compreenderem argumentos como que diz que cotas impostas pelo Estado são medidas racistas e dividem desnecessariamente a visão do Estado sobre os indivíduos.
Talvez ninguém esteja certo, talvez todos estejam certos. Provavelmente esse assunto será decidido pela visão de mundo dos magistrados do STF. Mas a compreensão dessas visões ajuda para tentar ao menos entender que mesmo quem não concorda sua visão não o faz por maldade, racismo ou por simples vingança racial. O faz por possuir, sinceramente, uma visão diferente da sua.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 12h33
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NOTÍCIAS BOLIVARIANISTAS (OU SERIAM BOLIVARIANAS?)
- Após informar sobre reuniões com a cúpula das FARC e de outros grupos terroristas, o Ministro do Interior da Venezuela Rodríguez Chacín está sendo indagado sobre suas declarações. Chacín afirmou ter ficado “honrado em conhecer a cúpula das FARC”. Afirmou também que as reuniões foram realizadas com o prévio conhecimento do Governo Colombiano.
- Os computadores de Raul Reyes continuam fornecendo informações muito úteis e interessantes. Na véspera do relatório da Interpol (a data da apresentação está no próprio site da Interpol), conversas entre os guerrilheiros mencionam que um deles, tendo como um interlocutor um alto funcionário do governo chavista afirmou que o maior problema venezuelano é a corrupção. Algo fácil de notar. Mas esperar o que de uma ideologia corrupta por natureza?
- Foi descoberto que o ETA, grupo terrorista basco, mantém o que eles chamam de “terceira reserva”. Trata-se de militantes terroristas mantidos em países fora do eixo Espanha-França, principal área de atuação do grupo terrorista. A Polícia Nacional da Espanha destaque que essa reserva, composta de mais ou menos 200 homens se encontram em países como Portugal, Polônia, Alemanha e como não poderia deixar de ser, Venezuela.
- O que foi descrito como cenas de comédia pastelão aconteceu no Hiperpdval de Maracaíbo. Para “provar” que não há crise de abastecimento na Venezuela, o proto-ditador decidiu gravar um dos seus chatíssimos monólogos no mercado. Acontece que a crise de abastecimento é verdadeira. Dias antes da chegada do Chaveco, as prateleiras estavam vazias e as que continham produtos possuíam preços muito acima dos anunciados pelo governo a seus estabelecimentos. Para surpresa da população, o mercado, guarnecido por um enorme aparato de segurança foi abastecido para a chegada do Füher venezuelano. Outro detalhe: consumidores que tivessem comprado no mercado 48 horas antes eram impedidos de entrar. Que maravilha não!?
- Pressionado pelo resultado do plebiscito em Santa Cruz, e pelos próximos plebiscitos a serem realizados em outras regiões, Evo Morales está buscando até mesmo a ajuda da Igreja para resolver o problema da autonomia dos Departamentos. Ou seja, quem tem, tem medo.
- Fica a pergunta: “se o grande Rei Juan Carlos de Borbón é um, como diz nosso amigo, franquista, fascista, imperialista, inimigo da América Latrin... quer dizer Latina, o que estaria fazendo na Espanha beijando a mão do regente, o pseudo-presidente do Equador, Rafael “the Chavez dog” Correa?
Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h16
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Partido Conservador Inglês obtém vitória histórica
Os analistas indicam que essa é a pior derrota sofrida pelo Labor em 40 anos. As pesquisas apontam que os Tories (Conservadores) tiveram 44% dos votos enquanto os Trabalhistas receberam 24%. Menos que os 25% que os Liberais Democratas receberam. Os Trabalhistas podem perder até mesmo a prefeitura de Londres.
Depois de ter problemas na Espanha, onde o PSOE teve uma "vitória amarga", pois perdeu cadeiras no parlamento contudo ainda ficou com maioria, e depois de ter sido totalmente defenestrada na Itália, a esquerda européia passa por sérios problemas na Inglaterra.
A cabeça de Gordon Brown está a prêmio.
Essa pedra foi cantada há tempos.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 11h17
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Fidel Castro - Meu escravos mal agradecidos
De: Fidel Castro Para: Corte Cubana
Queridos membros da corte,
Que coisa é essa de filas para comprar bens de consumo? Eu falei para Raulzito que isso não daria certo. Apenas os líderes da revolução deveriam ter acesso a esse tipo de coisa. Vejam bem, nem em todos os 13 Palácios que ficam a minha disposição eu tenho microondas!
Isso não vai dar certo. Primeiro deixamos eles terem DVD, depois eles vão querer computadores e depois o que? Vão querer ter eleições livres? Vão querer tomar conta da própria vida? Vão querer parar de trabalhar para nós?
Vocês estão querendo perder seus escravos? Estão querendo viver nas mesmas casas que eles vivem? Comer a mesma comida que eles comem? Frequentar os mesmos hospitais que eles? Deus não! Eu não!
Apliquei o golpe perfeito, gastei muito dinheiro comprando muita gente mundo afora para que nossa Revolução (isso mesmo nossa e de mais ninguém! Muito menos dos escravos!) parecesse algo justo e agora vocês querem entregar tudo de bandeja! Na minha da prata ninguém mete a mão!
E esse negócios com os automóveis. Aliás, já está na hora de trocar meus Mercedes Bens (Frei Betto adora dar uma voltinha por La Habana com eles). Imagine se agora um dos escravos quiser andar também de Mercedes? Vou ter que dar o meu para ele?
Prestem atenção: do jeito que as coisas estão, os nossos médicos, que a muito custo enganamos o mundo dizendo que são competentes, daqui a pouco irão cobrar mais do que os US$ 25,00 dólares que os pagamos por mês. Imagine se descobrem o quanto cobramos dos governos dos países para onde enviamos essa missão humanitária (hehehe humanitarismo, ótimo nome para esconder o nosso lucro).
Portanto companheiros, muita calma nessa hora. Depois que eu partir e assumir meu lugar ao lado do Capeta vocês, se quiserem, podem dar a alforria aos escravos. Poltinho (Pol Pot) e Hitinho (Hitler) já mandaram me avisar que a água do caldeirão já está quentinha me esperando. Me disseram também que estou fazendo um trabalho muito bom com o Chavinho e que logo logo ele será convidado para entrar na turma.
Fidel Castro.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h04
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O dogma dos nossos tempos - Por Frank Chodorov
O que a história pensará de nossos tempos só a história pode revelar. Porém, é um bom palpite acreditar que o coletivismo será destacado como a característica definidora do século XX. Mesmo um rápido levantamento do tipo de pensamento desenvolvido nos últimos cinqüenta anos mostra a preponderância de uma idéia central: de que a sociedade é uma entidade transcendental, algo independente e maior que a soma de suas partes, e que possui natureza e capacidades sobre-humanas. Esta sociedade opera em um campo próprio, ética e filosoficamente, e é guiada por princípios desconhecidos dos mortais. Assim, o indivíduo, a unidade da sociedade, por suas limitações, não pode julgá-la ou aplicar-lhe os mesmos critérios por que julga seu próprio pensamento e comportamento. Ele é obviamente necessário à sociedade, mas apenas como uma parte substituível dessa grande máquina. Assim, a sociedade pode até ter um interesse paternal pelos indivíduos, mas não depende deles absolutamente.
De certa forma, essa idéia tem se insinuado por quase todos os campos do conhecimento e, como costuma acontecer com as idéias, já foi institucionalizada. Talvez o exemplo mais visível esteja na orientação moderna da filosofia da educação. Muitos profissionais desta área dizem abertamente que o principal objetivo da educação não é, como se acreditava no passado, o desenvolvimento da capacidade do indivíduo de aprender, mas prepará-lo para ocupar uma posição produtiva e "feliz" na sociedade. Ele deve distanciar-se de suas inclinações para se adequar aos costumes de sua faixa etária e, posteriormente, ao meio social no qual irá viver. Ele não é um fim em si mesmo.
A jurisprudência também tem se aproximado desta mesma idéia, apontando, cada vez mais, que o comportamento humano é menos fruto da responsabilidade pessoal do que reflexo das forças sociais que atuam sobre o indivíduo; a tendência é colocar na sociedade a culpa dos crimes cometidos por seus membros. Esse é um dos princípios da sociologia, cuja popularidade crescente e elevação ao estatuto de ciência são um testemunho da influência do coletivismo em nossa época. O cientista não é mais visto como um corajoso desbravador do desconhecido em busca dos princípios da natureza, mas como um servo da sociedade, à qual deve seu treinamento e sustento. Heróis e atos heróicos têm sido rebaixados a acontecimentos acidentais do pensamento e movimento das massas. A pessoa de capacidade superior, o "capitão de indústria" empreendedor, o gênio inato não passam, todos, de ficções; não somos nada além de robôs fabricados pela sociedade. A economia é o estudo de como a sociedade se sustenta com suas próprias técnicas e normas, e não sobre como indivíduos vivem em busca da felicidade. A filosofia, ou o que quer que passe por ela, fez da verdade mesma um atributo da sociedade.
O coletivismo é mais que uma idéia. Sozinha, uma idéia não é nada mais que um brinquedo especulativo, um ídolo mental. Já que, segundo o mito, a sociedade suprapessoal é repleta de possibilidades, o melhor a ser feito é pôr o mito em ação, energizar sua virtude. O instrumento para isso é o Estado, que transborda energia política e anseia por usá-la nesta gloriosa aventura.
O estatismo não é uma invenção moderna. Mesmo antes de Platão, a filosofia política já se preocupava com a natureza, a justiça e a legitimidade do Estado. Porém, enquanto os pensadores especulavam sobre o assunto, as pessoas comuns aceitaram a autoridade política como um fato com o qual se deve conviver e pararam por aí. Apenas recentemente (exceto, talvez, nos momentos em que a Igreja e o Estado se uniram, sustentando a coerção política com sanções divinas) que um grupo de pessoas tem conscientemente aceitado a tese hegeliana que diz que "o Estado é a substância geral da qual o indivíduos não são mais do que acidentes." É essa visão geral do Estado como uma "substância", como uma realidade suprapessoal investida de uma competência que nenhum indivíduo pode reclamar para si, que é a característica principal do século XX.
No passado, a inclinação era ver o Estado como algo com que era preciso lidar, mas que era completamente estranho. Convivia-se com o Estado da melhor forma possível, temendo-o ou admirando-o, esperando- se fazer parte dele e gozar seus privilégios ou mantê-lo distante, como algo intocável. Alguém dificilmente consideraria o Estado a própria sociedade. As pessoas tinham de sustentar o Estado – não havia como evitar os impostos – e tolerar suas intervenções como intervenções e não a base mesma da vida. O Estado também estava satisfeito com sua posição, separado e acima da sociedade.
Atualmente, estamos dispostos a destruir qualquer distinção entre Estado e sociedade, conceitual ou institucional. O Estado é a sociedade; a ordem social é, na verdade, um apêndice do establishment político, dependendo deste para a comunicação, educação, saúde, sustento e todas as coisas que remetam à "busca da felicidade". Em tese, se nos basearmos nos livros de economia e ciência política, essa integração já é perfeita. Na operação dos assuntos humanos, embora muito se diga sobre o conceito de direitos pessoais intrínsecos, a tendência de invocar o Estado para a solução de todos os problemas da vida mostra o quanto já abandonamos a doutrina dos direitos, com a dependência de si mesmo que lhe é correlativa, e aceitamos o Estado como a realidade da sociedade. É não a teoria, mas essa integração de fato, que distingue o século XX de seus predecessores.
Um indicativo de quão longe essa integração já foi é o total desaparecimento de qualquer discussão do papel do Estado enquanto Estado – discussão da qual participaram as melhores mentes dos séculos XVIII e XIX. As inadequações de um regime em particular, ou de seus componentes, estão sob constante ataque, mas não há críticas ao Estado enquanto instituição. O consenso geral é de que o Estado funcionaria perfeitamente se as "pessoas certas" estivessem em seu comando. Os críticos do New Deal não percebem que suas deficiências são inerentes a qualquer Estado, sob qualquer governo, nem que quando o establishment político obtiver força suficiente um demagogo surgirá. A idéia de que esse aparato de poder é realmente inimigo da sociedade, de que os interesses dessas duas instituições estão em oposição, é simplesmente impensável. Quando mencionada, a idéia é desqualificada como se fosse algo "fora de moda", o que realmente é; até a era moderna, o axioma era que o Estado, com suas tendências perniciosas intrínsecas, exigia vigilância constante.
Algum fatos que ilustram bem o humor de nossos tempos me vêm à mente.
A expressão comum "nós devemos a nós mesmos", em relação aos débitos contraídos em nome do Estado, é um indicativo da tendência de removermos de nossa consciência a linha que demarca o limite entre os governantes e os governados. Essa não é apenas uma frase popular em livros de economia, mas um princípio bem aceito em muitos círculos financeiros. Para alguns banqueiros modernos, um título do governo é pelo menos tão seguro quanto a obrigação de um cidadão particular, já que o titulo é, na verdade, uma obrigação dos cidadãos de pagar impostos. Esses banqueiros não fazem nenhuma distinção entre débitos garantidos pela produção, ou por alguma habilidade produtiva, e os débitos garantidos por alguma força política. Em última análise, um título do governo é um título sobre a produção, então qual é a diferença? Segundo esse raciocínio, os interesses da população, que estão sempre concentrados na produção de bens, são colocados no mesmo patamar que os interesses predatórios do Estado.
Em muitos livros de economia, a atitude do governo de tomar empréstimos junto à população, abertamente ou através de pressão junto aos bancos para que emprestem a poupança de seus clientes, é explicada como uma transação equivalente à transferência de dinheiro de um bolso para outro da mesma calça; o cidadão empresta a si mesmo quando empresta ao governo. A lógica desse absurdo é que o efeito na economia da nação é o mesmo se o cidadão ou o governo gasta esse dinheiro. Ele simplesmente abre mão de seu direito de escolha. O fato de que o contribuinte pode não ter interesse algum nas coisas com as quais o governo gasta o seu dinheiro, que ele não contribuiria espontaneamente para esse gasto, é ignorado. A idéia da "mesma calça" permanece na identificação da amorfa "economia nacional" com o bem- estar do indivíduo; ele é, assim, imerso na massa e perde sua personalidade.
A frase "nós somos o governo" também é um exemplo desse pensamento. Seu uso e aceitação mostram o quanto o coletivismo tomou as mentes americanas neste século, chegando a abolir a tradição americana fundamental. Quando a União foi fundada, o principal medo dos americanos era de que o novo governo pudesse se tornar uma ameaça à liberdade, e os constituintes se dedicaram a aliviar esse medo. Agora crê-se que a liberdade é um prêmio que o governo concede em troca da nossa subserviência. Essa inversão foi feita com base em um truque semântico. A palavra "democracia" é a chave desse truque. Quando alguém procura o significado da palavra, vê que não é exatamente uma forma de governo claramente definida, mas uma regra para "atitudes sociais". Mas o que é uma "atitude social"? Colocando de lado todo o palavrório que pudesse tentar explicar o conceito, aparentemente, ele não é nada mais que o bom e velho majoritarismo: o que cinqüenta e um por cento da população considerarem certo está certo, e a minoria estará necessariamente errada. É só um novo nome para a velha ficção da "vontade geral". Não há espaço nesse conceito para a doutrina dos direitos inatos; o único direito disponível para a minoria, mesmo a minoria de uma só pessoa, é a conformidade com a "atitude social" dominante.
Se "nós somos o governo", então o homem que se encontra na prisão deve culpar a si mesmo por sua condição, e o homem que obtém toda dedução de impostos que a lei permite também está se prejudicando. Enquanto isso pode parecer um inacreditável reductio ad absurdum, o fato é que muitos dos que foram prejudicados por essa lógica têm se conformado com ela. Boa parte da população desse país era de fugitivos do regime de alistamento compulsório – que era chamado de "czarismo" há duas ou três gerações e considerado a forma mais básica de servidão involuntária. Agora já passamos a aceitar que um exército com alistamento compulsório é, na verdade, um exército democrático, composto por homens que se adequaram à "atitude social" da época. É assim que as pessoas normalmente alistadas se consolam, quando forçadas a interromper seu sonho de ter uma carreira. A aceitação da obrigatoriedade do serviço militar atingiu o ponto da resignação insconsciente da personalidade. O indivíduo, como um indivíduo, simplesmente não existe; ele faz parte da massa.
Esse é o ápice do estatismo. É uma forma de pensar que não reconhece nenhum ego, exceto o do coletivo. Por analogia, devemos citar a prática pagã do sacrifício humano: quando os deuses pediam, quando o curandeiro insistia que essa era uma condição para fazer o clã prosperar, cabia ao indivíduo se jogar no fogo sacrificial. De certa forma, o estatismo é um paganismo, o culto a um ídolo, algo criado pelos homens. Sua base é puro dogma. Como todos os dogmas, está sujeito a interpretações e racionalizações, tendo cada um deles seu pequeno grupo de seguidores. Porém, não importa se alguém se vê como comunista, socialista, apreciador da política do New Deal, ou apenas "democrata": cada uma dessas opções vêm da premissa de que o indivíduo deva ser apenas um servo deste ídolo que é a 'massa'. E que sua vontade seja feita.
Ainda existem almas fortes, mesmo neste século vinte. Há alguns que crêem, na privacidade de sua pessoa, que o coletivismo é a negação de uma ordem mais elevada. Há não conformistas que rejeitam a noção hegeliana de que "o Estado encarna a idéia divina na Terra". Há alguns que crêem firmemente que somente o homem é feito à imagem de Deus. À medida em que esses remanescentes – esses indivíduos – ganham entendimento e aprimoram suas explicações, o mito de que a felicidade deve ser encontrada sob a autoridade coletiva esvaecerá na luz da liberdade.
Tradução por Magno Karl
Este ensaio foi publicado pela primeira vez em The Freeman (Junho de 1956), sendo republicado, com pequenas alterações, como a introdução de "The Rise and Fall of Society".
Escrito por Pablo Vilarnovo às 14h37
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O mercado é a população
Uma das divergências entre economistas capitalistas e marxistas gira em torno da definição do preço de um bem. Basicamente os marxistas acreditam que o fator preponderante para a definição de um preço seria o trabalho (que eles chamam de trabalho social - seja lá o que isso significa) para a fabricação de um determinado bem. Para se ter uma idéia a antiga URSS chegou a ter todo um departamento de burocratas responsáveis por precificar desde uma porca até um supercomputador. Logicamente não deu certo.
Para os capitalistas o principal fator para formação de preço não é o trabalho e sim a desejabilidade desse bem. Ou seja, se uma pessoa gastar mil horas de trabalho para fabricar algo que ninguém deseja, o preço desse objeto é nulo, mas se alguém dispender pouco tempo fabricando algo que muitas pessoas querem, o valor desse bem tende a ser alto.
E é exatamente essa a definição de mercado, que nada mais é que o conjunto de desejabilidade de um bem junto com sua disponibilização.
Outro exemplo: imagine uma pessoa no deserto do Saara. Esta pessoa não possui um pingo d'água, porém possui vários diamantes. Provavelmente em uma cidade seus diamantes valeriam muito, mas no deserto não valem nada. Inversamente em uma cidade água é fácil de ser encontrada e não um diamante.
Essa introdução é apenas para ilustra a mais nova decisão de Hugo Chavez. Sem dar nenhuma explicação, baixou medida realizando o descongelamento dos preços de leite longa vida devido ao problema de escassez.
Seus ataques contra produtores e comerciantes não surtiram efeito. Nem suas ameaças já que nunca conseguiu provar que comerciantes estavam estocando os produtos.
Porque faltava leite na Venezuela? Porque as leis de mercados não estavam sendo observadas.
Com o aumento do consumo de leite este se tornou um produto mais caro. Isso é chamado de inflação de demanda. Como colesterol, há vários tipos de inflação e a de demanda é uma das 'melhores' inflações que há e uma das mais fáceis, em um ambiente propício, de ser resolvida.
O erro dos governos é ao invés de encararem esse tipo de inflação como algo positivo e passageiro o encaram como um problema de confiança no empreendedor, logo o acusado de ser a causa.
Se Chávez, ao invés de congelar os preços e perseguir o comerciante, tivesse estimulado o capitalismo, o aumento do preço dos produtos serviria de um estímulo ao aumento da produção que por sua vez iria causar uma volta ao equilíbrio entra a oferta e a demanda.
O congelamento de preços piora o quadro, aumentando ainda mais o quadro inflacionário devido ao mercado negro. O preço do leite na Venezuela é vendido no mercado negro com um ágio de 475%. Logicamente quem sofre mais são os mais pobres.
O Congelamento de preços pode existir em uma economia capitalista? Sim, pode e já ocorreu, mas são casos extremos como em uma economia de guerra ou em períodos curtíssimos de tempo. De resto, como nós brasileiros bem sabemos, o congelamento de preços não é solução onde o problema é demanda.
Espero que o porco venezuelano tenha aprendido a lição que o mercado, o seja a população, acabou de lhe dar.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 14h26
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Tratando as consequências e não as causas
Mais um acidente aéreo. Não vou entrar no mérito de culpados. Vou analisar as insituições. A ANAC, que regulamenta o setor aéreo da mesma forma que a ANS regulamenta o setor de Saúde e a INFRAERO que é empresa estatal que administra os aeroportos estão debaixo do Executivo.
Cabe ao Presidente indicar (frisando a palavra indicar), o diretor da ANAC e definir o presidente da INFRAERO.
Essa indicação apenas política, ou seja, não é necessário nenhum conhecimento prévio para exercer o cargo. E esse é o erro. A lei é falha nesse sentido e se tratando, principalmente desses dois órgãos, é perigosa.
Porém os nomes passam pelos Legisladores para a aprovação. Pergunto: alguém aqui escutou algum protesto da esquerda oposicionista em relação aos nomes apresentados? Que eu me lembre não. Não seria o caso de protestarem e pelo menos exigirem alguém com conhecimento para exercer o cargo? Sim.
Em momento nenhum, nem esquerda da situação nem esquerda da oposição falou em alterar as leis que rejem as Agências Reguladoras obrigando uma análise curricular mais eficaz de seus pretensos diretores.
Alguns poderão falar: "Mas hoje o Congresso é governista comprado a peso de, digamos, um Marcos Valério". É verdade. Mas pelo menos, para a história, ficaria registrado a oposição ao nome indicado. Nem sempre a oposição terá maioria no Congresso (comprado ou não), ísso é do jogo, mas nem por isso deve deixar de fazer o que é certo ou errado.
Em suma, as leis são frágeis e ninguém, pelo menos até agora eu não vi ninguém, seja da oposição ou jornais ou especialistas ou sindicatos (desses já não esperno nada mesmo há muito tempo) ou de Movimentos Sociais (desses então... vixe) algo que tocasse nesse assunto.
Portanto no futuro, continuaremos tendo Agências que tratam com a vida de centenas de pessoas entregue nas mãos de Diretores que não fazem a menor idéia de que estão fazendo. Administradores de Aeroportos que preferem gastar os tubos com bombonieres e super-faturando obras.
Até lá, quantos mais acidentes virão até que percebamos que o conceito das Agências está errado?
Escrito por Pablo Vilarnovo às 14h04
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Terceria e Quarta Medalhas de Ouro para o Brasil
Mais dois atletas cubanos conseguem fugir do julgo da Ilha Cárcere. Dessa vez foram dois atletas do Boxe. Esporte esse que sempre foi o bicho papão cada vez mais perde sua força, seja pelo desenvolvimento do esporte em outros países ou seja com a fuga de seus atletas para a liberdade.
Um desses atletas, recentemente deu uma entrevista elogiando a revolução. Até os atletas cubanos conhecem a desinformação.
Continuaremos a acompanhar o score. Essas são as melhores medalhas que a democracia e a liberdade poderiam receber.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 18h31
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Piada da Semana
Perguntado sobre os equipamentos roubados da RCTV o Ministro da Propaganda do Ditador Chavez categoricamente afirmou:
"Lo que hay es simple y llanamente un aseguramiento para que los televidentes puedan tener acceso a la señal abierta del canal 2".
Vai ser cara-de-pau assim em Caracas.
E o Goebbles Bolivariano continua. Quando perguntado sobre o processo que a RCTV abriu na justiça (sic) venezuelana referente ao roubo dos equipamentos ele afirmou:
"No comprendería cómo los tribunales van a investigar las fantasías que se está pidiendo se investigue, porque son meras fantasías. Es una ficción".
Mereceu o título de Piada da Semana...
[]´s Pablo
Escrito por Pablo Vilarnovo às 15h00
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Pagar impostos e morrer calada ou Relaxe e Morra
Para os progressistas no Brasil, ser classe média significa pagar impostos e morrer calado. O menino João Hélio morreu barbaramente, todos os protestos foram encarados pelos progressistas como gritaria da classe média. Dizem ele que a classe média não se importa com as mortes de pobres. Bem, se pensarmos que no Brasil, classe média é alguem que ganha um pouco mais de R$ 1300,00. Logicamente, nossos progressistas dirão que os que ganham isso são privilegiados...
Eu pergunto, privilegiados em que? Porque trabalham e recebem pelo seu trabalho? Porque pagam por uma educação que deveria vir do Estado? Por uma saúde que deveria vir do Estado?
Será que para os progressistas classe média são aqueles que são donos de seu nariz? Que não dependem do Estado Progressista para pagar suas contas? Deve ser.
Essa turma que se diz progressista, na verdade sobrevive as custas da miséria alheia. Advogam a privatização da pobreza. Ganham muito dinheiro com ONGs, dinheiro do Estado. O que por si só já é um anacronismo pois de Não Governamental não possuem nada.
Essa turma que se diz progressista, na verdade é racista. Dizem que são a solução para o fim da pobreza. Que solução é essa? Todo mundo ser financiado pelo Estado. E a pergunta que fica: quem paga a conta? Ora a conta é paga pela classe média. Que só tem como direito pagar impostos e morrer calada.
Peguemos exemplos latino-americanos. Em Bogotá, o presidente conservador e de direita conseguiu reduzir os índices de violência, mesmo o país possuindo uma guerrilha, bem digamos, progressista. Esses mesmos progressistas odeiam Uribe. E de quem eles gostam? De um tal ditador de Caracas, que quase no mesmo período de Uribe conseguir só aumentar os índices de violência em Caracas. E os progressistas aplaudem.
Mas voltemos ao Brasil dos progressistas que estão no poder. Aliás, as vezes eles conseguem esse feito: colocam todos os problemas nos conservadores, mas o fato é que são os progressistas que estão no poder.
Então, após João Hélio tivemos o acidente do GOL, novos protestos. Mas foram novamente protestos da classe média. E essa só serve para pagar imposto e morrer calada. Tivemos 9 meses de caos aéreo e de "Relaxe e Goze". Mais protesos. Mas novamente da classe média. E essa só serve para pagar imposto e morrer calada. Vais no Maracaña. Ah, são vaias da classe média. Essa só serve para pagar imposto e morrer calada. Mais um acidente aéreo. Quem estava no vôo era classe média. Esses só servem para pagar imposto e morrer calados. No final das contas é "Relaxe e morra".
Esses são nossos progressistas. A pergunta que fica no ar é: quando será a nova tragédia?
Escrito por Pablo Vilarnovo às 10h23
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A esquerda de hoje
O jornalista Alberto Vargas Llosa, do Independent Institute, vai ainda mais longe. A existência de “capital morto”, diz ele, é apenas um reflexo de um problema muito mais amplo: a persistência de uma cultura antiquíssima, que até antecede os tempos coloniais, baseada no que ele chama de “os cinco princípios da opressão”: corporativismo (as leis não tratam de indivíduos, mas de grupos, determinados pela sua função no processo econômico), mercantilismo estatal (o Estado não é uma entidade neutra que existe para a conveniência dos governados, mas um ente onipotente que exige da sociedade que ela trabalhe para mantê-lo), privilégio (a única forma de ascenção social e enriquecimento é a obtenção de favores e benefícios especiais do Estado, normalmente concedidos a corporações específicas), transferência de renda (o Estado atua como redistribuidor compulsório de renda, tirando de certas corporações para dar a outras que momentaneamente estejam em suas graças) e lei política (a lei existe de acordo com a conveniência dos governantes, e não como princípios gerais válidos para todos; a prática de legislar em causa própria não é a exceção, mas a regra). Esses elementos aparecem, em formas diversas e em intensidades variáveis, ao longo de toda a história latino-americana. O desenvolvimentismo, diz Vargas Llosa, nada mais é do que uma das várias encarnações desses cinco princípios. E as reformas liberalizantes dos anos 90, embora saudadas à época como audaciosas e inovadoras, na verdade pouco ou nada fizeram para atacar a preeminência dos cinco princípios da opressão. Em vários casos, elas nada mais fizeram do que destituir algumas corporações e beneficiar outras, de acordo com o clássico modelo subdesenvolvido de “capitalismo bandido”. Vargas Llosa mostra que as reformas dos anos 90 não obtiveram os resultados esperados, não por serem ambiciosas demais, mas sim por não terem ido longe o suficiente.
É com esse contexto em mente que devemos encarar o recente avanço da Esquerda latino-americana. Na realidade, ela não oferece nada de novo: suas propostas, na essência, nada mais são do que a perpetuação dos cinco princípios da opressão que já existem e imperam na América Latina, apenas em nova roupagem. As demonstrações de apreço de certos membros do governo Lula pelas políticas econômicas desenvolvimentistas do regime militar, por exemplo (a começar do próprio presidente), assim como iniciativas como a tentativa de ampliação da carga tributária sobre os prestadores de serviços e micro-empresários (que atuam ao largo do Estado e representam portanto um foco potencial de resistência ao mercantilismo estatal e ao corporativismo) são exemplos claros de que as diferenças entre a esquerda atual e a “velha direita” do continente são apenas de métodos e interesses particulares, jamais de objetivos ou visão de mundo. Tal como os regimes militares que combateu, a Esquerda latino-americana é nacionalista, estatista, anti-liberal, anti-democrática e corporativista – os atores são outros, mas a concepção de mundo é a mesma. O objetivo da Esquerda é apenas perpetuar os mecanismos de opressão que acorretam a região há séculos.
Se o Brasil em particular, e a América Latina em geral, quiser realmente prosperar, precisa romper com os princípios da opressão que marcam sua história e pensamento. Existem elementos, à direita e à esquerda, que parecem entender ao menos parcialmente a necessidade premente de seguir em outra direção; mas ainda falta a visão de todo do dilema que acorrenta a América Latina. Se não rompermos com esse legado de opressão, corremos o risco de continuar como a Esquerda que agora está no poder: tropeçando em meio aos escombros de um modelo econômico falido, bradando slogans e frases de efeito que não repercutem no mundo real, e arremetendo contra inimigos imaginários tal qual um Dom Qixote moderno. Enquanto não entendermos que a solução para a América Latina é a liberdade, continuaremos a andar em falso, buscando a miragem eterna da prosperidade que nunca chega.
Escrito por Pablo Vilarnovo às 21h07
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Mera Coincidência ou uma questão de timming perfeito?
Por Pablo Vilarnovo
Todos sabem que o seqüestro é a modalidade de crime mais adotado pela esquerda latino-americana para financiar guerrilhas, partidos políticos e outros crimes. O MIR chileno é especialista nesta questão, organizando e participando de vários seqüestros em todo contingente, inclusive utilizando-se de todo o apoio logístico, financeiro e de inteligência que o Foro de São Paulo possui.
Todos se lembram do seqüestro do dono do Grupo Pão de Açúcar em 1989. Seus seqüestradores todos faziam parte de grupos guerrilheiros da América Latina e até da América do Norte. Ao ser apresentado pela polícia, um dos seqüestradores vestia uma camiseta com o símbolo do PT, que de pronto afirmou que isso foi um gesto realizado
pela polícia de São Paulo a mando de Quércia.
Agora fica a pergunta, porque tantos petistas foram visitar os seqüestradores na prisão? É prática comum do PT a visita de seqüestradores? Suplicy já afirmou várias vezes que até hoje mantém contato principalmente com os chilenos? Com que intenção? Esses fatos se repetiram com o seqüestro de Washington Olivetto, realizado por comunistas chilenos.
Poucas pessoas podem se lembrar que a Lei de Crimes Hediondos foi aprovada na esteira da comoção com o seqüestro de Abílio Diniz. Um dos crimes caracterizados na lei é o crime de seqüestro punido com a obrigatoriedade de cumprimento, em regime fechado, de 2/3 da pena.
Recentemente o Ministro da Justiça (sic) Marcio Thomaz Bastos, propôs uma mudança na lei de crimes "abrandando" a penalidade pela prática desses crimes. É realmente curioso observar que no momento em que Stédile afirma que levará sua guerrilha às cidades, no momento em que pipocam acusações de uma ligação do PT com o PCC, inclusive com orientação de seu chefe máximo para que seu bando vote no PT, o governo, juntamente como seu lacaio, o STF, decidam mudar a lei por um motivo ridículo. Quantidade de presos. Ou seja, talvez seja uma das poucas leis que funcionam no país, manter presos os criminosos que merecem estar presos. O fato que em São Paulo, 86% dos presos são reincidentes, ou seja, já passaram pelo sistema prisional não faz a menor diferença para os nossos "especialistas".
Ao invés de reformular a lei, que realmente necessita de alguns ajustes, a permissão concedida pelo STF para que um padre pedófilo não cumpra a integralidade de sua pena, abriu um precedente perigoso.
Será esse movimento uma mera coincidência?
Escrito por Pablo Vilarnovo às 13h43
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, TIJUCA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Política, Gastronomia MSN -
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